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02/06/17 | Fonte: Agência Sindical

O trabalho em primeiro lugar

José Pereira dos Santos, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região

Reza a tradição cristã que Deus fez o mundo em seis dias, descansando no sétimo. Podemos tirar disso muitos ensinamentos.

O primeiro é de que o mundo só existe porque alguém o construiu. Esse alguém não é ninguém menos do que Deus. Outra lição é a de que Deus trabalha. Ou seja, sendo Deus, com todos os poderes, Ele teria condições de criar o mundo num estalar de dedos. Mas preferiu fazê-lo trabalhando por seis dias.

O trabalho como o conhecemos hoje é uma criação social, pois está condicionado à organização da sociedade, ao ordenamento jurídico do Estado, ao poder do mercado e à força dos trabalhadores para assegurar condições minimamente dignas.

Os legisladores que elaboraram a Constituição de 1988 tiveram uma preocupação efetiva com a dignidade do trabalho. No título VIII, da Ordem Social, encontramos o Artigo 193, cujo texto diz: “A ordem social tem como base o primado do trabalho e como objetivo o bem-estar e a justiça social”.

Mas, para que haja ordem social, bem estar e justiça social, é preciso que o trabalho seja protegido. E a melhor proteção é por meio de leis ou acordos coletivos com amparo legal.

Digo tudo isso pra retomar o tema das reformas, que são combatidas pelo sindicalismo. Não as combatemos por serem reformas, mas sim pelo que trazem de ataques, precarizações e desvalorização do trabalho. Nós temos uma visão de mundo. Essa visão é comprometida com a inclusão social. Já as reformas neoliberais pregam o oposto, ou seja, a exclusão social.

A propaganda governista - e da grande mídia aliada - alega que as reformas são modernizantes. Mas modernizam o que, se atacam a Constituição, desmontam a CLT e precarizam as condições de trabalho?

Dia 24, as Centrais e demais entidades sindicais realizaram o Ocupa Brasília, com 150 mil manifestantes na Capital. Nosso Sindicato estava lá e nossa faixa se destacava na multidão com a frase “Os direitos são a propriedade do povo”. Utilizamos essa frase tantas vezes repetida pelo saudoso advogado Aníbal Fernandes. Ou seja, sem ações de empresas, sem dinheiro no banco e com raros bens materiais, o povo se apega a seus direitos. Eles são, na prática, sua propriedade e sua segurança.

Quando um governo ataca direitos trabalhistas e previdenciários ele está, na verdade, atacando a própria Nação. Até porque trabalhador sem direitos significa Nação empobrecida, mercado interno achatado, economia decadente.

Diz o ditado que o trabalho dignifica o homem. E o trabalho, quando protegido por leis, dignifica a sociedade e o próprio País.

José Pereira dos Santos

Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região e secretário nacional de Formação Sindical da Força Sindical

Facebook: www.facebook.com/PereiraMetalurgico

Blog: www.pereirametalurgico.blogspot.com.br

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01/06/17

Aroeira, música de Geraldo Vandré

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